Mulheres na Ciências: Desafios e Oportunidades
Nos últimos anos, observa-se que inúmeros movimentos sociais e étnicos vêm relatando disparidades em diversos segmentos de nossa sociedade como os rendimentos salariais, os cargos de liderança, dentre outras situações, dificultando a qualidade de vida profissional e pessoal bem como a ascensão pessoal ou profissional. [1]. Uma avaliação realizada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Ciência, Tecnologia, e Inovação da Câmara dos deputados de Brasília, destaca que em 1⁄3 das bolsas de ciências exatas e tecnológicas foram para as mulheres e grupos étnicos, apontando e gerando um questionamento ou reflexão sobre da divisão sexual tradicional do trabalho, como relatado por Luana Bonone, Coordenadora-geral de Popularização da Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTCI).
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Observa-se ainda a ocorrência outras pesquisas para averiguar essas disparidades e evidenciando estes fatos [3] , por meio deste apontamentos e estratégias estão sendo geradas para minimizar pela sociedade organizada deste campanhas de conscientização , por proposta de leis como a equiparação salarial entre homens e mulher em mesma função, ainda conta-se com programas institucionais ofertados por universidades, fundação como parceria com Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Ministério da Educação (MEC) e outras . assim destaca-se propostas de bolsas para as mulheres que estão ou irão ingressar na ciência da computação, oferecida pela PUCRS e inúmeras outras como meninas nas ciências do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IF-UFRGS) [4], a Quimeninas, a 1ª olimpíada de química Olimpíada Brasileira de Química (2023)[5] e Poatek até realizar um [6] evento para celebrar as conquistas das mulheres na tecnologia. mas mesmo com esses eventos, ainda não diminuam as disparidades apresentadas no Brasil, destacando as inúmeras eventos tanto para valorização da mulher bem como as ações que valorizam as (os) afrodescendentes e povos originários (indígenas) e as minorias, esta última ainda tímida.
Assim evidenciamos algumas ações em prol da equidade. Segundo Luana Bonone, observa que é suma importância ações de políticas públicas legislativa e ministeriais para garantir equidade nas carreiras científicas e tecnologias, estimulando o contato das alunas com os professores da rede pública, estadual e federal em diversas áreas (como Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática e entre outros), demonstrado pelo programa Futuras Cientistas, criado em 2012, programa Mulheres Inovadoras, iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por exemplo.
Para o Mercedes Bustamante, Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, destaca que as mulheres são na sua maioria entre os professores nas universidades brasileiras estão apenas nas matérias da saúde, linguagem, letras e artes, e que em regiões do Norte e Nordeste têm índices ainda menores e que não tem rendido muitas contratações para mulheres como professoras das universidades, em que bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), dados de 2015), apenas 7% eram negras e 1% eram indígenas.
E segundo a Dália Oliveira, Diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, afirma que, embora as mulheres sejam maioria nas bolsas, os valores aprovados por projeto podiam chegar até 60% menores a dos homens e que nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em geral são dominadas por homens e recebem recursos maiores do que as das ciências humanas e sociais
O CNPq acentuará investimentos em eventos como as Meninas nas Ciências Exatas, Engenharia e Computação, o Atlânticas (Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência), para desenvolver a carreira científica de mais mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas e irá prorrogar as bolsas para mulheres em licença maternidade e a inserção da maternidade no chamado currículo Lattes. Com isso para melhorarem a situação das mulheres nas áreas de ciências exatas e tecnológicas.
Referencias:
[1] HAJE. Lara. CHALUB. Ana. Mulheres são apenas 1/3 de pós-graduandos em ciências exatas e tecnológicas e tem financiamento menor. Agência Câmara de Noticias. 2023. Disponível em https://www.camara.leg.br/noticias/990915-mulheres-sao-apenas-1-3-de-pos-graduandos-em-ciencias-exatas-e-tecnologicas-e-tem-financiamento-menor/. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
[2] MONTEIRO. Lidiane. Computação e tecnologia são para mulheres?. iMasters, São Paulo - SP, n. 17, p.54 - 56, fevereiro, 2016. Disponível em https://issuu.com/imasters/docs/revista-imasters_ed17. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
[3] PUCRS. PUCRS e Poatek oferecem cinco bolsas para o ingresso de mulheres na Ciência da Computação. Pontifícia Universidade Católica de Rio Grande do Sul. 2022. Disponível em https://www.pucrs.br/blog/programa-mulheres-na-computacao/. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
[4] UFRGS. Universidade Federal do Rio Grande Do Sul. Ciberexposição Meninas na Ciência Tecendo Redes. Programa Meninas na Ciência na Rede - Instituto de Física. 2020/2021. Disponível em https://www.ufrgs.br/mnctecendoredes/#:~:text=O%20pano%20de%20fundo%20%C3%A9%20a%20hist%C3%B3ria%20e,mulheres%20para%20carreiras%20de%20ci%C3%AAncias%20exatas%20e%20tecnol%C3%B3gicas.. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
[5] OBQUIMICA. Olimpíada Brasileira de Química. Sobre a Quimeninas. Programa Nacional Olimpíada de Química, 2023. Disponível em https://quimeninas.obquimica.org/. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
[6] CASATTI. Denise. Evento na USP São Carlos celebra as conquistas das mulheres na tecnologia. São Carlos Agora. 2023. Disponível em https://www.saocarlosagora.com.br/cidade/evento-na-usp-sao-carlos-celebra-as-conquistas-das-mulheres-na/162118/. Acesso em 16 de Setembro de 2023.
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